“Brilho nos olhos e paixão pelo trabalho são as competências essenciais pra qualquer pessoa de sucesso na tecnologia”, afirma Amanda Fioretti, Coordenadora de Serviços de TI na Cielo

Muitas vezes ouço pessoas declararem com certeza que as melhores coisas da vida surgem inesperadamente. Eu, ainda que cética de primeira, considerando a minha trajetória profissional, tenho que concordar.

Lá por meados de 2006, de volta no Brasil depois de um ano de intercâmbio no colegial, comecei o cursinho para prestar Relações Internacionais em universidade pública. Em um tropeço, não passei na primeira tentativa, então resolvi mudar de rumo. Uma colega minha que trabalhava na IBM (International Business Machines Corporation) me indicou para uma entrevista lá e, a partir de então, tudo começou a caminhar.

No início, cai de paraquedas naquele universo vasto e desconhecido da TI. Fiz o curso inicial de formação na empresa ainda sem nem saber o que era TI, propriamente dito. Entretanto, sem demora, me apaixonei por Mainframe e alcei voo com o novo emprego no GCC (Global Command Center). A convivência com todos os tipos de pessoas com diversos graus de formação foi demasiado enriquecedora e, sem duvida, um pontapé inicial que me deu força para enfrentar alguns dos desafios na carreira adiante.

Como nem tudo é sempre tranquilo, logo chegou a turbulência. É inevitável se assustar diante da predominância masculina seja em cargos de liderança, seja no corpo profissional em geral. Mas, passado o primeiro tranco, já comecei a me inserir a meu modo na comunidade tecnológica. Não me entenda mal, “a meu modo” não significa com o jeitinho bonzinho, paciente e frágil que vulgarmente é atribuído a nós, mulheres. Pelo contrário, ganhei meu espaço através da assertividade e determinação em prol do aprendizado e da evolução.

“Amanda, você é mais macho que muito homem” me diziam. De primeira até gostei desse merecido reconhecimento, ainda mais sob as palavras de Rita Lee, recitadas dessa mesma forma na letra da música Pagu, hino feminista. Entretanto, foi somente há pouco mais de 2 anos atrás que de fato entendi a melhor forma de atuar como mulher no mercado de trabalho. Não é reprimindo suas características femininas típicas, pela noção de que somente qualidades supostamente masculinas tem sucesso. Mas sim, sabendo usufruir de todos os seus atributos naturais. É essencial a qualquer ambiente de trabalho a existência de diferentes personalidades complementares, de modo que tanto o papel decisivo quanto o conciliador são essenciais para um bom time energético.

Em verdade, para mim, a palavra que define TI é energia. O setor evolui constantemente, com mudanças instigantes, de modo que, cada vez mais, a área é a base do futuro de muitas senão todas as empresas. Entretanto, pelo simples fato não parar de funcionar, o trabalho e esforço também são intermináveis. A doação é integral e me sinto frequentemente consumida, por isso, o segredo é encontrar um equilíbrio.

Além disso, não importa o quão difícil esteja o caminho, sempre existirão mentores excepcionais para te orientar, apoiar e desafiar em seu desenvolvimento. Desenvolvimento esse que é não somente individual, mas também coletivo na gestão de pessoas e no reconhecimento do impacto direto do serviço prestado como técnico na vida dos clientes. É com grande satisfação e orgulho que termino meus dias de trabalho.

Portanto, basta ter brilho nos olhos e paixão pelo trabalho para poder desbravar e conquistar o universo crescente da tecnologia. Com o mercado sempre aquecido e aprendizados contínuos, sempre buscamos e temos evolução. É uma carreira apaixonante!

Para saber mais sobre Amanda Fioretti Baccan, veja seu LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/amanda-baccan-19b75328/