“Construir, realizar, assistir à execução e deixar um legado”, conheça Silvia Cobo, especialista de mercado financeiro na SAP Brasil

Minha escolha pela área da tecnologia não teve muito segredo, de família humilde, meus pais precisavam de ajuda para manter nossa casa e meus estudos e, por isso, fazer um colégio técnico era a melhor opção para que eu conseguisse ingressar no mercado de trabalho. Optei por informática porque em casa todo mundo compartilhava um bom raciocínio lógico, então, nesse quesito, acredito que fui influenciada por meus pais. Quando concluí o colégio de processamento de dados, entrei em uma universidade para cursar análise de sistemas e, logo nos meus primeiros empregos na área de TI, eu já percebi que meu maior desejo era participar de algo importante em uma indústria relevante.

 

Construir, realizar, assistir à execução e deixar um legado. Era exatamente nestes pontos que o meu perfil combinava com a área de TI. Comecei a trabalhar aos 18 e passei por empresas de diversos segmentos e, durante 17 anos, me dediquei a uma carreira técnica, iniciando como programadora de computadores até alcançar a posição de gerente de equipe de sistemas. O ponto de mudança veio perto dos 35, depois de ser selecionada em um programa de retenção de talentos que patrocinou um MBA para mim. Dali, eu vi um mundo muito maior e mais relevante do que eu estava atuando e resolvi migrar para a carreira de negócios. Realizei grandes projetos e pude me desenvolver como gestora, atuei em diversas áreas, inclusive em Recursos Humanos.

 

Nesta fase, apesar de estar aprendendo bastante, sentia falta dos desafios que a área de TI me proporcionava e resolvi voltar para área técnica. Então, como gerente de projetos, assumi o estudo para implementação de uma plataforma de sistemas para as unidades internacionais, momento em que tive a oportunidade de conhecer meus futuros colegas de trabalho. Quatro anos depois, fui convidada a integrar o time da SAP, que me possibilita utilizar meus conhecimentos técnicos e de negócios para a construção de propostas de valor para o Mercado Financeiro. Hoje, com 47 anos me sinto uma profissional realizada, mas não perco nunca o interesse em aprender mais e contribuir para o desenvolvimento da empresa e de nossos clientes.

 

Acredito que estar sempre atualizado é uma característica importante para os profissionais de TI. E, apesar de nunca ter sofrido por ser mulher nessa área, tive que me esforçar para me inteirar de “assuntos masculinos” e me integrar melhor aos times. Gosto de afirmar que esta carreira é muito gratificante, tanto financeiramente como profissionalmente, e me possibilitou descobrir uma das minhas grandes paixões: viajar e conhecer outras culturas, idiomas e pessoas. A minha primeira viagem internacional a negócios foi para Nova Iorque, quando eu tinha apenas 26 anos, depois muitas outras aconteceram.

 

Sinto que minha jornada foi muito rica, mas não por acaso. Assumi o protagonismo da minha vida e foquei no que considero mais importante: o autoconhecimento. Quando você se conhece, fica mais fácil tomar as decisões ao longo do caminho, sabendo o que nos faz feliz e o que nos frustra. No mais, se pudesse dar uma dica, seria para estar sempre antenada, não apenas no que está acontecendo, mas no que está por vir. É um baita desafio… Mas vale a pena!

 

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