Entre a tecnologia e a arte, eu escolho as duas! Conheça Sueli Nascimento, gerente de produto na SAP Brasil

Você já ouviu falar em STEM? É uma sigla para science, technology, engineering and mathematics. Em português, ciência, tecnologia, engenharia e matemática. A ideia é mostrar que as quatro áreas caminham juntas, incentivando o aprendizado multidisciplinar. Boa ideia, né? Mas, para mim, sempre faltou uma letrinha aí.

Quando eu era criança, lembro de ficar fascinada com a Rosie, a empregada-robô dos Jetsons, um desenho animado dos anos 70. Nunca fui muito fã de tarefas domésticas e meu sonho era ter uma Rosie só para mim. Quando cresci, vi meu irmão começar sua carreira em engenharia na IBM e pedi de presente um robô para fazer as coisas que eu não gostava, mas ele fez muito melhor: me presenteou com um computador. Esse primeiro contato foi o que me fez perceber que eu tinha nas mãos o poder de mudar não apenas a minha vida, mas a vida de muitas pessoas. A partir daí minha carreira em tecnologia começou.

Me graduei, ao mesmo tempo, em Processamento de Dados e Educação Artística e tive a oportunidade de conhecer dois mundos diferentes. Desde os 18 anos essa dualidade entre a tecnologia e a arte me move, e sempre me vi tentando mostrar que isso é possível e necessário. Essa busca constante por novos conhecimentos é a base da carreira em TI. Ao mesmo tempo que temos inúmeras possibilidades, ela apresenta mudanças e avanços diariamente, o que significa estudo e aprendizado constantes. Para mim, isso é estimulante!

Trabalho atualmente como gerente de produto e minha principal responsabilidade é localizar software  que são desenvolvidos ao redor do mundo. Em outras palavras, eu adapto os programas para a realidade brasileira e para a necessidade de cada cliente. Meu trabalho é gratificante e recebo, com frequência, mensagens de agradecimento – depois de alguma resistência às mudanças! – de clientes que tiveram seus processos muito melhorados e otimizados. Minha atuação me levou então a um dos acontecimentos mais significativos da minha vida: participei de um painel na UN Women.

O evento aconteceu em Bruxelas e eu fui a representante do Brasil. Foi enriquecedor poder levar minha voz e conhecer outras mulheres que trabalham com tecnologia em outros países e culturas. O debate foi muito produtivo e eu pude confirmar que gosto da tecnologia, mas gosto ainda mais de pessoas. Nessas minhas aventuras profissionais, sim, porque a área de tecnologia é uma aventura fascinante, fiquei muito feliz porque as demais pessoas, há não muito tempo, descobriram a solução para a dualidade que eu sempre vivi: a tecnologia e a arte não são os produtos finais, são duas maneiras de representar a vida e as coisas. Assim STEM vem se atualizando para STEAM science, technology, engineering arts and mathematics.

Por isso, minha dica para todas as meninas que queiram seguir esta carreira é que a vida é um eterno aprender, desaprender e reaprender e a constante atualização é imprescindível. Busquem um aprendizado e uma formação multidisciplinar e moldem suas carreiras desenvolvendo habilidades que não necessariamente estão ligadas à tecnologia, mas que, juntas, fazem a diferença no seu desempenho. Pessoas mudam o mundo. Observem-nas e ajam pensando que vocês também podem mudar.

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