Maternidade não é um obstáculo na carreira de Tecnologia. Entrevista com Cristiane Vargas.

Olá!

Os dias passam muito rápido durante as festividades de final de ano. É um período do ano que amo pois guardo lembranças lindas desta época de minha infância e adolescência passadas em Porto Alegre.

Este último Natal teve um sabor ainda mais especial. Explico.

Na primeira semana de Dezembro fui à Porto Alegre visitar minha família. Durante minha estadia, passei em frente à casa de minha vó paterna, que hoje é uma Casa de Repouso de Idosos. Guria plantei um pinheirinho no jardim. Depois de muitos anos, já um pinheiro adulto espetacular, foi cortado o que me entristeceu por muito tempo.

Entretanto, ao passar pela casa que tantas memórias me trazem, vi um pinheiro novo plantado no mesmo lugar. Um presente de Deus pra mim! Meu coração ficou em festa! Por isso o Natal de 2016 foi mais que notável.

Em Janeiro já de volta ao trabalho, tive uma reunião com algumas executivas que buscavam mais informações sobre o nosso projeto #SerMulherEmTech – vamos encantar e inspirar? Foi nesta reunião que conheci Cristiane Vargas, Líder de Governança da área de Tecnologia da Informação da empresa Serasa Experian.

A Serasa Experian está com um projeto muito interessante para fomentação de mulheres em tecnologia da informação.

Decidi então convidar a Cristiane para uma entrevista para o meu blog. Um fato encantador sobre a história da Cris é ela ter conhecido seu marido na Faculdade de Ciência da Computação e juntos, formaram sua família com duas filhas.

Vamos à entrevista então!

Cris, qual é sua Formação Acadêmica?

Ciências da Computação pela Unisantos com MBA em Gestão Estratégica de TI pela FGV.

Porque escolheu uma carreira na área técnica? Teve influência da família?  

Quando cursei o ensino médio a grande maioria das meninas optavam pelo curso técnico em Magistério. Porém, ganhei de meus pais meu primeiro grande incentivo por tecnologia, um computador chamado MSX, que despertou muito meu desejo em busca de informação, foi quando optei pelo Curso Técnico em Processamento de Dados e na sequência a faculdade de Ciências da Computação.

O que a fez se interessar pela área de tecnologia? 

O estudo pelo tema Tecnologia, a interação entre computadores e pessoas, e a vasta experiência que eu poderia adquirir nesta área foram os fatores principais pelo meu interesse.

Na sua visão, qual é o lado positivo de ter carreira em tecnologia? 

A tecnologia nos permite um leque de oportunidades já que a evolução está totalmente associada e dependente de TI. Sem contar que a carreira nos proporciona um constante aprendizado em evolução e inovação.

Diga uma palavra que define a carreira em tecnologia 

Transformação.

Na sua visão, qual é o lado negativo ter carreira em tecnologia? 

Não vejo como lado negativo, mas sim um desafio, por ser uma carreira em constante evolução temos uma maior carga de dedicação aos estudos.

Como é a carreira em tecnologia para mulheres? 

Temos grandes desafios, principalmente pela quantidade de homens ser sensivelmente superior se comparada com a representatividade feminina na área de tecnologia. Hoje temos um olhar mundial e várias instituições preocupadas como o tema (ex.: ONU, Unesco, etc.) visto que a carência de meninas nesta formação pode comprometer a diversidade de gêneros, e o olhar do mundo já compreendeu que a diversidade é extremamente importante, e é na soma das diferenças que criamos a unidade. Apesar destas dificuldades, posso concluir que é uma carreira muito promissora para mulheres.

O que diria para meninas em relação a seguir carreira em tecnologia? 

Comecem já! Revolucionem, vocês são muito capazes e a carreira te proporcionará um conhecimento constante.

Algum fato curioso de sua carreira que gostaria de compartilhar? 

O assunto maternidade é algo que nos preocupa devido ao tempo em que nos afastamos de nosso ambiente profissional gerando preocupações com o retorno. Passei por dois períodos de licença maternidade e em ambos meus retornos foram contemplados com novas experiências e oportunidades. Aquele medo de que perdemos por estarmos longe só me proporcionou ganhos e novas perspectivas de carreira.